Nos últimos doze meses, quatro grandes potências — Estados Unidos, Alemanha, Rússia e Arábia Saudita — formalizaram investimentos e acordos para a exploração de minerais críticos no território brasileiro. Os acordos foram assinados entre 2025 e 2026, abrangendo projetos de mineração, pesquisa geológica e joint ventures, com o objetivo de diversificar cadeias de suprimento e reduzir vulnerabilidades geopolíticas.
A iniciativa americana inclui a aquisição da mineradora Serra Verde, localizada em Goiás, pela empresa USA Rare Earth, por aproximadamente US$ 2,8 bilhões. A Development Finance Corporation (DFC), por meio da TechMet, anunciou investimentos de dezenas de milhões de dólares no Piauí para a exploração de cobalto, níquel e outros minerais destinados à produção de baterias. O governo dos EUA descreveu a operação como parte de sua estratégia de segurança nacional, em resposta à concentração de mais de 80% do processamento global de terras raras na China.
Em abril de 2026, Brasil e Alemanha assinaram, em Hannover, uma declaração conjunta de intenções que prevê projetos de pesquisa conjunta, intercâmbio de cientistas e um programa bilateral de financiamento direto, com implementação prevista ainda em 2026. O acordo enfatiza a cooperação tecnológica e a transferência de conhecimento para o desenvolvimento de processos de extração mais eficientes.
A Rússia, por meio de uma subsidiária da Rosatom, firmou parceria com a empresa brasileira NBEPar para criar a joint venture Nadina Minerals, com sede no Rio de Janeiro. A joint venture tem foco na extração e no processamento de minerais críticos, ampliando a presença russa no setor de energia nuclear e de materiais estratégicos.
No Future Minerals Forum, realizado em Riade em janeiro de 2025, a mineradora saudita Ma'aden anunciou aporte de R$ 8 bilhões em mapeamento geológico e pesquisa mineral no Brasil. O investimento foi apresentado em sessão com a participação de ministros e executivos do setor mineral global, indicando interesse de longo prazo da Arábia Saudita no país.
A Better Gold Mining (BGM), junior company vinculada ao Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), mantém campanhas de geofísica e sondagem em três áreas estratégicas — Capitão Gervásio Oliveira (PI), Niquelândia (GO) e Catalão (GO) — em conformidade com as normas da Agência Nacional de Mineração (ANM).
“Minerais críticos se encontram onde a geologia manda, não onde o mercado imagina. Nós seguimos a ciência”, afirmou Jorge Argello, CEO da BGM.
De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a demanda global por minerais críticos pode crescer entre duas e quatro vezes até 2030, impulsionada pela expansão de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. Dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) posicionam o Brasil entre os países com maior potencial de reservas estratégicas para atender esse crescimento.
As iniciativas descritas reforçam a posição do Brasil como ponto focal na disputa internacional por recursos essenciais à transição energética e à indústria de defesa.
Sobre a BGM
A BGM é uma junior company de pesquisa e exploração mineral, filiada ao Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com projetos em regiões geologicamente validadas do Brasil.
Mais informações: www.bgm.finance
Website: https://www.bgm.finance
Fonte/Créditos: DINO
Créditos (Imagem de capa): Operação de mineração com equipamentos em área de escavação mineral
