Nas redes sociais a cidade de Castelo, município na região Sul do estado do Espírito Santo, vive um momento de tensão desde a última terça-feira (7), quando a Câmara Municipal aprovou o reajuste de 27,7% nos salários dos 13 secretários municipais e do procurador-geral do município. O projeto, encaminhado pela prefeitura, foi aprovado com seis votos a favor e seis contra e representa, ao todo, um impacto anual de R$ 334,6 mil nas contas do município. Coube ao presidente da Casa, Tiago de Souza (PTB), dar o voto de minerva – que é o voto de desempate - a favor da aprovação.
Com o reajuste, os secretários e o procurador-geral do município passam a receber R$ 6,9 mil, um aumento de R$ 1,5 mil em relação ao salário anterior de R$ 5,4 mil. De acordo com a prefeitura, o aumento foi necessário para estabelecer novos valores de remuneração para aqueles que exercem função no primeiro escalão.
No entanto, a decisão não foi bem recebida por todos. A votação na câmara ficou dividida e houve manifestações contrárias nas redes sociais. Algumas pessoas questionaram o aumento, considerando que a cidade enfrenta problemas em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Além disso, houve críticas ao fato de que o reajuste foi aprovado sem que houvesse um amplo debate com a sociedade.
O prefeito de Castelo, João Paulo Silva Nali, justificou o aumento afirmando que os secretários e o procurador-geral não recebem reajuste há mais de 10 anos e que o aumento foi menor do que a inflação apurada nos últimos anos. Segundo ele, o aumento reflete as responsabilidades que os secretários desempenham em suas funções e o trabalho que eles desenvolvem em prol da população.
“O salário dos Secretários e do Procurador não tinham aumentos há mais de 10 anos, a Câmara concedeu a eles apenas parte dos percentuais que foram concedidos a todos servidores nesse mesmo período, já que eles não tiveram reajustes anuais como todos os demais. Cobro muito nossos Secretários para trabalharem cada vez mais em prol da nossa população e esse aumento de salário reflete as responsabilidades que desempenham em suas funções”, pontuou João Paulo Nali, prefeito de Castelo.
Segundo dados da transparência do município, Castelo possui despesas com pessoal abaixo do limite prudencial, o que indica que a prefeitura não está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que a concessão do aumento não vai prejudicar as finanças do município.
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