A troca de experiências entre os sete estados que compõem o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) marcou o último dia do workshop “Atenção Primária à Saúde — os desafios da APS como ordenadora da Rede de Atenção à Saúde”, que está sendo realizado em Vitória. No debate, as principais estratégias que os estados vêm promovendo a fim de qualificar e aperfeiçoar a APS em seu território.

Os profissionais do Espírito Santo apresentaram o Projeto de Qualificação da Atenção Primária à Saúde, o Qualifica APS, conduzido pelo Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), ao abordar as “Estratégias para ampliação do acesso, provimento e fixação de profissionais”.

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A representante do ICEPi, Juliana Bruno, explicou que o Qualifica APS foi criado como um conjunto de ações que visam a garantia de provimento de profissionais, qualificação da Atenção Primária em Saúde, informatização dos serviços e a ampliação da cobertura, com resolutividade e qualidade. O programa foi concebido após a identificação dos desafios no contexto capixaba, como a grande desigualdade regional na distribuição de profissionais de saúde e a baixa resolutividade da APS.

Do Rio Grande do Sul, foi trazida a experiência sobre a temática “Educação permanente como eixo estruturante da Organização do Trabalho em Saúde”. De acordo com a diretora de Ações em Saúde da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, Ana Lúcia Costa, o estado tem o processo de planificação como a sua grande estratégia de trabalhar a educação permanente.

“O conceito da educação permanente fala da capacidade que você tem de fazer essas mudanças dentro dos processos de trabalho. O estado do Rio Grande do Sul, além de outras estratégias atualmente para APS, tem o processo de planificação como a sua grande estratégia de trabalhar, inclusive, a Educação permanente. É uma tecnologia que permite o trabalho focado na melhoria de qualificação”, explicou Ana Lúcia Costa.

Ao final da manhã mais experiências foram apresentadas, como o “Fortalecimento a rede de proteção às pessoas em situação de violência”, dos representantes de Vitória; com o projeto “Idosos em ação”, de Pancas; “O uso do ART em escolas do município de Vitória”; curso de Autocuidado na segunda idade, de Anchieta; e experiência exitosa da planificação da Atenção Primária em Saúde, do município de Anchieta.

O workshop “Atenção Primária à Saúde — os desafios da APS como ordenadora da Rede de Atenção à Saúde”, do Cosud, organizado pela Secretaria da Saúde (Sesa), contou com a presença de representantes dos estados que compõem o Cosud, como Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

 

Discussões ricas e com troca de experiência

“Foram dois dias de discussões ricas e com muita troca de experiências, que ajudaram a fortalecer os processos de trabalho nos estados”, foi como definiu a representante da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, a diretora de Promoção à Saúde, da Superintendência de Atenção Primária, Daniela Campo. “Saio daqui cheia de ideias, de processos de trabalho que poderão ser incorporados. Foram dias que fizemos trocas de experiências e assim, fortalecendo a APS na Rede Estadual”, reiterou a diretora.

Do Rio de Janeiro, a assessora técnica da subsecretaria de Gestão da Atenção Integral à Saúde, representante da Secretaria de Estado, mostrou-se interessada pelas experiências compartilhadas pelo Espírito Santo, com a criação do ICEPi.

“Já objetivávamos a criação de uma Escola de Saúde Pública, e da estratégia de provimento. E o que foi apresentado pelo Espírito Santo, foi de uma forma organizada e casada com o que já era a nossa ideia”, disse a assessora técnica.

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