Sete agências dos Correios serão fechadas no Espírito Santo, como parte do processo de readequação da rede de atendimento, iniciado em 2018. As unidades fechadas serão absorvidas por outras agências próximas, “sem prejuízo da continuidade e da oferta de serviços e produtos”, afirma os Correios. Os funcionários serão transferidos para outras unidades ou poderão optar pelo readequamento de atividade.

Ainda de acordo com a empresa, o objetivo principal da ação é “assegurar maior produtividade e garantir unidades rentáveis, sem comprometer, a universalização dos serviços postais”.

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Por meio de nota, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Espírito Santo (Sintect-ES) afirmou ser contra o fechamento das agências e que a atitude revela o “autoritarismo de uma gestão que se recusa a dialogar com os trabalhadores”.

“A justificativa da crise continua pesando sobre quem mais precisa e verdadeiramente sustenta a empresa e as mudanças baseadas apenas no lucro não são criteriosas como pedem a conjuntura e o tamanho da ECT. (…) O Sintect-ES tem todo o interesse em tornar a empresa mais moderna e competitiva, mas ela não pode ser feita com base em ameaças, informações desencontradas e sem transparência e participação dos trabalhadores”, afirma o Sindicato.

Confira a nota na íntegra:

O fechamento de sete agências de Correios anunciado pela empresa na manhã desta terça-feira (21) revela ainda mais o autoritarismo de uma gestão que se recusa a dialogar com os trabalhadores. A justificativa da crise continua pesando sobre quem mais precisa e verdadeiramente sustenta a empresa e as mudanças baseadas apenas no lucro não são criteriosas como pedem a conjuntura e o tamanho da ECT. Trata-se de uma empresa pública, cuja principal função é servir ao povo brasileiro, portanto o discurso de “modernização” não pode atropelar direitos ou desprezar as condições em que tais ajustes serão feitos.

O SINTECT-ES tem todo o interesse em tornar a empresa mais moderna e competitiva,, mas ela não pode ser feita com base em ameaças, informações desencontradas e sem transparência e participação dos trabalhadores. Se os Correios enquanto empresa estatal estratégica para o país já assumem a defesa do lucro como principal motivo para demitir funcionários e fechar unidades, como será com a abertura de capital proposta pelo presidente general Juarez Cunha quando o mercado ditar regras ainda mais austeras?

Preocupa, portanto, que este processo seja na verdade uma forma de esconder o sucateamento promovido nos últimos anos visando a retirada de direitos do trabalhadores e a flexibilização dos contratos de trabalho, bem como a queda de qualidade dos serviços prestados à população, medidas que só servem aos que defendem a privatização.

Veja a lista das agências que serão fechadas:

  • Aracruz: Fechamento da AC Bela Vista – clientes passarão a ser atendidos na AC Aracruz;
  • Marataízes: Fechamento da  AC Barra do Itapemirim – clientes passarão a ser atendidos na AC Marataízes;
  • Serra: Fechamento da AC Tubarão –  clientes passarão a ser atendidos na AC Carapina;
  • Vila Velha: Fechamento da AC Cobilândia  clientes passarão a ser atendidos na  AC Glória:
  • Vitória –  Fechamento da AC Casa do Cidadão de Vitória – clientes passarão a ser atendidos na  AC Leitão da SIlva;
  • Vitória – Fechamento da AC Praia do Suá – clientes passarão a ser atendidos na  AC Praia do Canto;
  • Vitória – Fechamento da AC Filatélica Vitória – clientes passarão a ser atendidos na AC Central de Vitória.

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