A Secretaria de Direitos Humanos (SEDH), por meio da Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Gepir), realizou, na última sexta-feira (14), o I Seminário alusivo ao Dia Estadual das Religiões dos Povos de Matriz Africana. A atividade ocorreu de forma virtual e contou com sete expositores e expositoras que, em seus territórios e lugares de fala, dialogaram sobre suas experiências a partir de vivências religiosas.

Quem fez a abertura foi Rosemberg Moraes, o presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Cepir-ES). Enquanto expositores, participaram: Yara Marina (Mãe Yara), Sacerdote Leandro Nogueira, Ogan Henrique Boaventura, Babalorixá Geovane da Osala, Pai Sandro, Iljorvanio Silva, Cota Renata Geja, Pai Robson, Natan Boecke (Movimento Juventude de Terreiro).

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A gerente de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da SEDH, Edineira Conceição de Oliveira, foi mediadora do evento virtual e explicou que foi unânime a reflexão sobre a importância de se fazer um debate naquela data, enfatizando a necessidade do combate ao racismo religioso e suas consequências, a partir de uma discussão com várias representações do segmento.

“Foram abordados os avanços e os desafios ainda vividos pelos povos de religião de matriz africana. Para a Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, foi muito importante a realização desse seminário, pois trouxe visibilidade aos grupos de religiões de matriz africana, que são muitos no Estado do Espírito Santo. Outras ações importantes voltadas para estes grupos já vêm acontecendo. Por exemplo, neste ano, realizamos a II Semana Estadual de Combate à Intolerância Religiosa e sabemos que este é um tema muito relevante porque é uma violência predominante para quem é de religião de matriz africana. Temos também realizado diálogos de enfrentamento ao racismo religioso”, disse a gerente Edineia de Oliveira.

Sobre os desafios, os expositores fizeram um debate sobre a preocupação com a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) e o processo de imunização.

Já com relação às conquistas, foi enfatizada a elaboração, junto com as representações de matriz africana de Vila Velha, do projeto “Costurando Sonhos, Transformando Realidades”, uma parceria entre a Vice-Governadoria do Estado; Secretaria de Direitos Humanos, por meio da Gepir; e Secretaria de Inovação e Desenvolvimento (Sectides). Tal iniciativa irá ofertar um curso profissionalizante de corte e costura, atendendo a uma demanda antiga deste grupo. A previsão é de que o curso tenha início quando as aulas presenciais forem retomadas.

Dos cinco municípios que têm algum órgão de promoção da igualdade racial, quatro estavam presentes no evento virtual, representados por seus gestores e gestoras ou representantes de Conselhos de Promoção da Igualdade Racial. Para a gerente Edineia de Oliveira, a atividade “trouxe a expectativa do avanço da discussão para além do Estado e potencializa a articulação das políticas públicas de enfrentamento ao racismo religioso no território capixaba.”

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