Saiba o que é restinga e como ela evita erosões causadas pela força das águas

A vegetação presente na areia das praias tem um papel fundamental em épocas de ressaca do mar, como as vividas recentemente no Espírito Santo.

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Os danos causados pela ressaca do mar no litoral do Espírito Santo foram notícia em sites e jornais nos últimos dias. De acordo com especialistas, o avanço do mar foi resultado de diversas condições climáticas, como frente fria, ventos fortes, aumento do nível do mar e um fenômeno meteorológico. Esses fatores, juntamente com ocupações irregulares e a ausência de restinga nas praias, causaram diversas erosões, que trouxeram estragos e prejuízos na costa capixaba.

Segundo a bióloga do Instituto Movive, Suellen Queiroz, a restinga é uma vegetação da orla da praia e oriunda da Mata Atlântica. É formada por espécies que conseguiram se adaptar ao vento e às salinidades típicas da área. Sua característica mais marcante é funcionar como uma barreira natural.

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“As espécies rasteiras da restinga possuem raízes ramificadas que ajudam a escoar a água para a areia e, por isso, elas ajudam a controlar a ação das marés na época de ressaca. Em áreas onde a restinga não se faz presente, o mar consegue avançar com força total, chegando ao asfalto, como aconteceu em Itaparica e em Meaípe, por exemplo, causando erosões”, explica a bióloga.

Projeto Amigos da Restinga

Ciente da importância da restinga para a preservação do meio ambiente e a prevenção de erosões na orla, um projeto realizado na orla de Vila Velha teve o objetivo de recuperar e preservar a vegetação nativa das praias da Costa, Itapuã e Itaparica e promover a consciência ambiental.

O Amigos da Restinga é um projeto do Instituto Movive que envolveu a Prefeitura Municipal de Vila Velha, associações de moradores dos bairros da orla e empresas privadas. De acordo com Suellen Queiroz, coordenadora do projeto, no período entre junho de 2013 e o final de 2018, 600 mudas de 18 espécies nativas foram plantadas em uma área cercada de restinga equivalente a quatro hectares. Com isso, a quantidade de regiões de preservação ambiental na orla passou de nove para 15.

O projeto também contempla diversas ações de educação ambiental durante o período. Ao todo, mais de 18 mil pessoas foram abordadas em escolas e condomínios, além de ambulantes, pescadores, desportistas e comerciantes dos bairros da Praia da Costa, Itapuã e Itaparica durante o período.

“É necessário que a população entenda a importância da restinga e contribua para sua manutenção, não invadindo as áreas cercadas e não jogando lixo, pois os restos de alimento atraem ratos para o espaço”, afirma Suellen.

O Projeto Amigos da Restinga conquistou em 2014 o Prêmio Ecologia, que reconhece e incentiva pesquisas, projetos, obras e empreendimentos que se destacam na área ambiental e contribuem para o desenvolvimento social, econômico e cultural do Espírito Santo.

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