Foi realizado nessa sexta-feira (09) o último de um total de oito workshops sobre Drogas que a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH), por meio da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas vem promovendo desde abril deste ano. O evento aconteceu no auditório do Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória, e contou com aproximadamente 100 participantes, entre representantes de comunidades terapêuticas, servidores e servidoras e público em geral.

O tema desta última edição foi “O sujeito em cena: experiências de reinserção social”, que apresentou o relato e a experiência de vida de cinco pessoas que tiveram problemas decorrentes do uso de álcool e outras drogas e já passaram pelo Programa Estadual sobre Drogas em algum momento.

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Segundo o subsecretário de Políticas sobre Drogas, Carlos Lopes, a realização do workshop superou as expectativas. “É muito bom saber que nosso trabalho, acima de tudo, salva e recupera muitas vidas. Isso nos mostra a importância de nos empenharmos cada vez mais em ter um acolhimento adequado e uma equipe preparada para realizar o atendimento, especialmente o primeiro deles, que é no nosso Centro de Acolhimento e Atenção Integral sobre Drogas”, enfatizou.

O primeiro a contar sua história foi Uglecio De Jesus. Segundo ele, o caminho para a recuperação não foi fácil, mas ter encontrado uma equipe preparada para o atendimento fez toda a diferença. “O caminho foi ardiloso, porque fiz coisas que muita gente julga por não conhecer a gravidade da minha doença. A gente precisa da ajuda e do acolhimento para sair dessa. Eu encontrei uma equipe maravilhosa na comunidade terapêutica onde fiquei, e hoje sei o valor de conseguir passar um dia limpo”, contou.

Já Elias Rocha relatou que começou a usar drogas ainda muito jovem. “Comecei com álcool aos 15 anos de idade e a caminhada das drogas me levou ao fundo do poço. Apenas 12 anos depois fui descobrir que o que tenho é uma doença que pode até ser fatal. Teve uma época que fiquei limpo por três meses, mas estava enlouquecendo por causa da abstinência, até que descobri o Centro de Acolhimento. O tratamento que recebi lá fez toda a diferença na minha recuperação. Me marcou muito eles terem falado que era possível ter uma vida longe das drogas”, pontuou.

Wilton Menegueti destacou que o Programa recebeu um adicto que estava em situação de rua e devolveu um pai de família. “Perdi tudo por causa das drogas, o meu trabalho e a minha família. Me via fracassado em tudo na vida e passei um período nas ruas. Fui recebido com muito carinho no Centro de Acolhimento e hoje eu faço faculdade de Serviço Social, tenho certificado de dois cursos e passo um tempo de qualidade com o meu filho, que é a minha maior alegria”, comemorou.

Longe das drogas há mais de um ano, Leila Ferreira também deu o seu relato. “Estou limpa graças ao Programa, que me abraçou. É disso que o adicto precisa: ser bem acolhido. Fui de uma mãe perfeita a uma mãe drogada, mas quando descobri que estava doente, tirei um fardo das minhas costas e encontrei pessoas preparadas para ajudar a me tratar”, disse.

O último relato foi de Rodolfo Moreira, que já passou pelo processo de recuperação e atualmente atua no Programa Estadual sobre Drogas como conselheiro terapêutico no Centro de Acolhimento. “Quando saí da internação, não sabia quem eu era e nem o que eu queria. O Centro de Acolhimento é para mim um centro de referência. Hoje estou casado, tenho uma filha, e isso tudo só aconteceu, porque me acolheram e me proporcionaram um tratamento digno e humano”, ressaltou.

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