A meta de 300 toneladas foi batida já no mês de novembro, sendo que, na metade de dezembro, o registro inédito foi de 346 toneladas

O ano de 2019 está sendo comemorado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) como o ano da reciclagem, fruto do projeto de Coleta Seletiva do município. A meta estipulada para o período foi de 300 toneladas. Contudo, já no mês de novembro, os dados totalizavam 325 toneladas e, até aqui, na metade do mês de dezembro, a reciclagem no município atingiu 346 toneladas. Um recorde na história local.

Conforme informações da Semmam, a meta estipulada para o ano de 2018 foi de 200 toneladas, quando foi registrada a marca de 213 toneladas. E este ano de 2019, depois de reunião com a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis do Município de Guaçuí (Asguamar), foi estipulada a meta de 300 toneladas, considerada ousada pela própria Secretaria. Agora, segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Roberto Martins, será realizada a última reunião do ano com os membros da Asguamar, onde será discutida a provável meta de 400 toneladas para o ano de 2020.

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A Semmam lembra que a coleta seletiva foi implantada no ano de 2015 e, nos últimos três anos, houve um aumento de 83% na coleta de resíduos reciclados, passando de 177 toneladas para 325, no último mês de novembro. Quanto aos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), os dados também mostram crescimento, passando de 14 PEVs, no ano de 2017, para 60, neste ano, um aumento de mais de 300%. Com tudo isso, a soma dos resíduos recolhidos e que foram reciclados, nos últimos cinco anos, atingiu a marca extraordinária de cerca de 1 milhão de quilos.

Roberto Martins destaca a implantação da coleta seletiva nas escolas, como uma das ações importantes para esse crescimento. “A implantação da coleta seletiva nas escolas foi um avanço significativo, assim como o aumento dos PEVs e o trabalho de conscientização, por meio de inúmeras palestras, campanhas e atividades desenvolvidas na semana alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente”, afirma. “Com tudo isso, somado à colaboração da sociedade, os resultados são robustos e esperados, já que trabalhamos com metas, avaliações de resultados e transparência”, completa.

A Semmam destaca que a reciclagem reduz, de forma significativa, o impacto sobre o meio ambiente, diminuindo a retirada de matéria-prima da natureza, gerando economia de água e energia e reduzindo a disposição inadequada do lixo. Além disso, é fonte de renda para os catadores que, antes de 2015, viviam do que conseguiam coletar do antigo lixão que foi extinto pelo município, conforme determina a legislação. Ao mesmo tempo, a Prefeitura construiu uma área de transbordo, onde o lixo não reciclável é depositado em caçambas que são levadas por uma empresa, em carretas, para um aterro sanitário em Cachoeiro de Itapemirim. Logo, Guaçuí não tem mais lixão.

Brasil

Segundo a última pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são recolhidas, no Brasil, cerca de 180 mil toneladas diárias de resíduos sólidos. Mais da metade desses resíduos é descartada, sem qualquer tratamento, em lixões a céu aberto. Com isso, o prejuízo econômico passa dos R$ 8 bilhões anuais. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, apenas 18% das cidades brasileiras contam com o serviço de coleta seletiva e Guaçuí está entre elas, sendo destaque na região sul do Estado e até no Espírito Santo. Veja abaixo os resíduos que podem ser reciclados e curiosidades sobre o processo.

O que pode ser reciclado

Papéis: todos os tipos são recicláveis, inclusive, caixas do tipo longa-vida e de papelão. Não se deve enviar, para a reciclagem, papel com material orgânico, como caixas de pizza cheias de gordura, pontas de cigarro, fitas adesivas, fotografias, papéis sanitários e papel-carbono.

Plásticos: 90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Podem ser reciclados sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (pet), tampinhas e até brinquedos quebrados.

Vidros: quando limpos e secos, todos são recicláveis, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana.

Metais: além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos. Atenção: clipes, grampos, canos e esponjas de aço devem ficar de fora.

Isopor: Ao contrário do que muita gente pensa, o isopor é reciclável. No entanto, esse processo não é economicamente viável. Por isso, é importante usar o isopor de diversas formas e evitar ao máximo o seu desperdício. Quando tiver que jogar fora, coloque na lata de plásticos. Algumas empresas transformam em matéria-prima para blocos de construção civil.

Curiosidades

– A reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas.

– Cerca de 100 mil pessoas no Brasil vivem exclusivamente de coletar latas de alumínio e recebem, em média, três salários mínimos mensais, segundo a Associação Brasileira do Alumínio.

– Uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.

– Cada 100 toneladas de plástico reciclado economiza uma tonelada de petróleo.

– Um quilo de vidro quebrado faz 1 quilo de vidro novo. E o vidro pode ser infinitamente reciclado.

– O lacre da latinha não vale mais e nem deve ser vendido separadamente. As empresas reciclam a lata com ou sem o lacre. Isso porque o anel é pequeno e pode se perder durante o transporte.

– Para produzir uma tonelada de papel, são necessários 100 mil litros de água e 5 mil kilowatts de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia.

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