O presidente da Associação dos Servidores Públicos Efetivos de Marilândia (ASPEMM), Fabriano Peixoto de Oliveira, causou polêmica ao fazer o uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal de Marilândia nesta segunda-feira (07).

De acordo com o postulante, o motivo para fazer uso da palavra durante sessão ordinária nesta segunda foi o fato da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) estar parada no legislativo municipal.

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Fabriano Peixoto, autor do pedido de CPI, havia enviado à Câmara Municipal documento solicitando a instauração de uma CPI para apurar improbidade e crime de responsabilidade com pedido de afastamento do prefeito Géder Camata durante o processo de investigação.

Ele explicou que o prefeito teria feito diversos conchavos e acordos políticos para se eleger.

Em documento protocolado, o presidente da associação dos servidores solicita a instauração de uma CPI para apurar o caso com pedido de afastamento do Prefeito durante o processo de investigação, e ainda dos vereadores com familiares em linha reta e colateral até terceiro grau e cônjuge com cargos comissionados na Prefeitura, se declarem ou sejam declarados impedidos de votar, na questão do afastamento do Prefeito de seu cargo.

No uso da palavra, Fabriano ressaltou que sua oportunidade de usar a tribuna estava sendo “boicotada” considerando que o requerimento para o mesmo havia sido feito há mais de 30 dias.

Ele também lembrou que a Comissão Parlamentar de Inquérito jamais poderia ter parado com a investigação, uma vez que os motivos para que a mesma fosse parada foi a liminar do advogado Helio Maldonado que é parte integrante das denúncias, acusado de receber cerca de R$ 38.000,00 reais de forma indevida.

“Este advogado recebeu R$ 38.000,000 como secretário de transparência do município tendo que trabalhar por 30 horas semanais, mas ao mesmo tempo advogava nestes mesmos horários, na Grande Vitória, onde morava, além de ser advogado particular do prefeito”, pontuou.

Para Fabriano o juiz concedeu liminar a Maldonado por não estar ciente das denúncias envolvendo seu nome.

“Quando fiz o pedido de CPI eu entreguei todas as provas, inclusive atas de audiências onde o secretário de transparência da época advogava de forma particular em seus horários de trabalho e fica claro que esta casa de leis não encaminhou os devidos documentos ao MP”, disse.

Fabriano também denuncia a atual administração pelo uso irregular de maquinário público para fins particulares.

Assista a fala do presidente da ASPEMM:

A revolta

Enquanto Fabriano fazia o uso da palavra alegando que também a indícios de nepotismo cruzado no executivo do município, o vereador Nino Vermelho (PSC) se exaltou e deixou o plenário.

“Não vou ficar aqui ouvindo asneiras deste camarada. Se meu tio está trabalhando na prefeitura é porque ele merece”, ponderou o vereador.

Já no uso da sua palavra o vereador disse que não tem nada a ver com o prefeito que faz apenas o seu trabalho, lembrou ainda que não faz “apadrinhamento”.

Assista a fala do vereador:

 

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Elan Costa
Elan Costa é jornalista sob o registro MTE 3512/ES, articulista, marqueteiro político e estudante de direito. Atuou na Gerência de Jornalismo e Relações Públicas da Prefeitura de Guarapari, trabalhou como Jornalista Correspondente do Jornal A Tribuna, no Noroeste do ES, foi coordenador de comunicação na Câmara Municipal de Santa Teresa, assessor de comunicação na Amunes - Associação dos Municípios do ES -, e assessor político em diversos órgãos. É marqueteiro político, tendo atuado na campanha eleitoral para prefeito, em 2016, para deputado estadual em 2018, e novamente para prefeito e vereadores, em 2020. É fundador e proprietário do Jornal Regionalidades.

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