Populares se reúnem em manifestação contra o tombamento nesta quarta (25), em Santa Teresa

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Nesta quarta-feira (25), um grupo de proprietários de casarios se reunirá em manifestação contra o tombamento do Sítio Histórico de Santa Teresa. O evento está agendado para acontecer a partir das 14 horas e o ponto de encontro será o Posto de Combustíveis, Dois Pinheiros.

De acordo com os organizadores o objetivo é de sensibilizar as autoridades uma vez que o ato do tombamento não agrada a maior parte da população de Santa Teresa.

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Para o empresário e um dos mobilizadores, Flávio Dalmaschio, o tombamento é uma agressão a propriedade, uma vez que tombado o proprietário não terá autonomia sob o imóvel, já que qualquer intervenção dependerá da liberação do Estado.

Quem também se posiciona sobre o tema é o empresário Douglas Delfim. “Preservar sim, tombar não! Não deixaremos meia dúzia de fora mandar em nossa cidade, por isso dizemos não ao tombamento”, disse.

Já para a arquiteta da Secult e doutora em Patrimônio, Eliane Lordello, um tombamento é um mérito e um reconhecimento. “Isso garante a identidade e a força do local, além de ser algo eminentemente afetivo”.

Obra de creche é paralisada por causa do processo de tombamento

Um decreto de paralisação das obras de reforma e ampliação da EMEI Nonna Cizela, em Santa Teresa, foi publicado no último dia 16, no diário oficial.

De acordo com a publicação as obras de reforma e ampliação da creche foram embargadas devido a localização do imóvel, já que se encontra em uma área demarcada como parte do Sítio Histórico de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Espírito Santo pelo Conselho Estadual de Cultura.

Segundo a secretária municipal de educação, Madalena Baratella, a unidade educacional atende aproximadamente cerca de 157 crianças, com a ampliação do imóvel, a escola atenderia mais 120 alunos na faixa etária de 2 a 4 anos de idade, o que por sua vez estaria suprindo as demais necessidades do município e acabando com a conhecida lista de espera.

EMEI Nonna Cizela, em Santa Teresa. (Foto: Reproducão / Facebook)

A discussão do tombamento

O processo de tombamento do Sítio Histórico de Santa Teresa foi iniciado em 2013 pela professora Laurany Márcia Matiello Redins, moradora da cidade, e incluía, na época, 32 imóveis isolados em área urbana e rural do município. Em 2015 uma comissão técnica foi criada composta por historiadores, arqueólogos e representantes da Secult e do Conselho Estadual de Cultura (CEC) para analisar o tombamento proposto.

Em março deste ano o CEC aprovou o tombamento provisório. No começo de julho, foi realizada reunião pública na Câmara Municipal para esclarecer melhor como funciona o processo de tombamento.

Já em agosto, no dia 29, uma nova Audiência Pública foi realizada na Câmara Municipal de Santa Teresa para debater o tema com o objetivo de avaliara importância do tombamento e contou com a participação da população, técnico em patrimônio da secretaria de Estado da Cultura (Secult) Rodrigo Zotelli Queiroz e de representantes do município.

O que é o tombamento

O tombamento é um ato administrativo que objetiva preservar – com aplicação da lei – bens de valor histórico, cultural, arquitetônico e ambiental para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.

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