O câncer de mama é o tipo de tumor que mais acomete a população feminina brasileira e é também o que mais mata. Em 2020, mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo descobriram que estavam com a doença, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Na Unimed Oncologia, em Cachoeiro de Itapemirim, a situação é semelhante: de uma média de 470 atendimentos por mês, 55% são de mulheres, sendo a maioria dos casos referente ao câncer de mama.

Para estimular que as mulheres realizem o exame de rastreio a esse tipo de câncer, a mamografia, a Unimed Sul está fazendo a busca ativa das clientes de 50 a 69 anos sem registro de exames de mamografia nos últimos dois anos. A ação integra a campanha “Saúde em Dia”, que estimula hábitos saudáveis e alerta sobre a necessidade de estar com os exames preventivos e as consultas médicas em dia.

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O contato é realizado por meio da assistente virtual ISA, por mensagem de WhatsApp, ou por ligações telefônicas de atendentes do setor de Promoção de Saúde. Além do exame de mamografia, também é oferecido a marcação do exame de sangue oculto com isenção de coparticipação, além de orientações sobre a campanha e sobre os locais onde os exames são feitos.

Além do câncer de mama, o câncer de cólon e reto (intestino) é o segundo que mais atinge as mulheres. Em terceiro, aparece o câncer de colo de útero. A detecção precoce desses dois últimos é realizada, respectivamente, pelo exame de colonoscopia ou pesquisa de sangue oculto nas fezes, e pelo exame preventivo, também conhecido como Papanicolau.

De acordo com a médica oncologista da Unimed Sul Capixaba, Mariana Novaes, os exames preventivos são fundamentais pois ajudam a detectar lesões que ainda não são palpáveis. “São exames que vão rastrear sinais antes que a doença se revele na forma de um nódulo ou caroço, quando a lesão ainda for impalpável. Por essa questão, conseguimos diagnosticar a doença numa fase muito precoce, elevando em até 95% a chance de cura e resultando em menos implicações para a paciente”, explica a médica.

Na Unimed Oncologia, as clientes têm a opção de recorrerem à mamografia 3D, única no Sul do Estado, que, além de minimizar o desconforto do exame, é mais eficaz do que a convencional (2D) para detectar lesões cancerosas, alcançando aproximadamente uma taxa de eficácia 30% maior na detecção do câncer, segundo Mariana Novaes. O espaço da Unimed Oncologia, no Hospital Unimed, também conta com estrutura e equipe qualificada para o tratamento completo de câncer, onde são realizados procedimentos de alta complexidade e minimamente invasivos.

No escopo de especialidades disponíveis, estão: Oncologia, Hematologia, Mastologia, Cirurgia Oncológica, Radiologia Intervencionista e Genética Médica, sendo que, no sul do Estado, a Unimed Oncologia é a única com atendimentos de Radiologia Intervencionista e Genética Médica.

“Temos hoje no Hospital Unimed uma estrutura diferenciada e exclusiva para o atendimento de pacientes oncológicos, com laboratório próprio e exames de imagem no mesmo local, o que agiliza o diagnóstico e também o tratamento do câncer. O consultório ao lado da sala de quimioterapia nos permite ficar mais próximos aos pacientes. Mesmo que a pessoa não tenha consulta no dia, conseguimos ir até ela, ver se está tudo bem e passar alguma mensagem de conforto”, destaca a médica.

Superação: esporte e alimentação saudável foram aliados

Acometida com o câncer de mama, a autônoma Luciana Zanette Perim, de 48 anos, lutou contra a doença durante um ano. Ela descobriu o tumor em abril de 2017 e finalizou o tratamento, na Unimed Oncologia, no mesmo mês do ano seguinte. Luciana tinha um tipo de câncer de mama raro, chamado de carcinoma lobular invasivo infiltrante bilateral, e quando o descobriu ele já estava em estágio avançado em uma das mamas. Durante o tratamento, ela precisou retirar as duas mamas e passar por 17 cirurgias.

“Acho que o câncer foi mais fácil de vencer do que o processo de reconstrução, a parte estética, que para mulher é muito difícil. Perder o cabelo e perder as duas mamas tem um peso muito grande. O câncer de mama para a mulher tem um peso estético a mais, mexe com a autoestima, com a feminilidade, isso é muito cobrado da gente”, afirmou a autônoma.

Apesar de todas as dificuldades, Luciana utilizou o esporte e a alimentação saudável para lidar com a situação, mantendo práticas de corrida e passeios de bicicleta. “A atividade física e os grupos de amigos foram fundamentais para a minha cura. Fui muito bem apoiada, foi uma superação na minha vida. A gente acaba mudando muito e as pessoas ao nosso redor também”, disse.

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