A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Cachoeiro de Itapemirim, deflagrou, nesta quarta-feira (09), a Operação Lobo de Wall Street para desarticular uma organização criminosa suspeita de estar praticando os crimes de estelionato, pirâmide financeira e lavagem de dinheiro. 

A operação foi em conjunto com o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO Sul), com o apoio da 7ª Delegacia Regional e do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). 

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“Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar nas residências dos investigados e na sede de uma empresa, onde foi apreendida a quantia de R$ 103 mil em espécie”, conta o titular da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), delegado Rafael Amaral. 

Nos locais, também foram apreendidos uma pistola calibre 9mm, um revólver calibre 357 e dois revólveres calibre 38, uma espingarda calibre 12 e outra calibre 38, além de 135 munições calibre 9mm, 17 munições calibre 38, 99 munições calibre 357 e 31 munições calibre 12.

Durante a operação, a equipe apreendeu diversos veículos, sendo uma BMW X1, um Honda Civic, duas Toyotas Hilux, uma S10, um Golf GTI, um Tracker, um Fiat Toro, duas motos DUCATI Monster 1200cc, uma Kawasaki Z1000, um quadriciclo e duas motos elétricas. 

Dois indivíduos foram conduzidos com o material apreendido para a 7ª Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim. Eles foram autuados, em flagrante, pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e foram liberados para responderem em liberdade, após o pagamento da fiança arbitrada pela autoridade policial. As investigações dos outros crimes estão em andamento.

O grupo utilizava uma empresa para cometer a fraude. Foram encontrados nas casas dos investigados cerca de 800 contratos, mas ainda será apurado quantas pessoas foram prejudicadas pela organização criminosa. Moradores de Cachoeiro, Castelo, Mimoso do Sul, Vargem Alta e outros municípios do sul do Estado.

Há ainda a suspeita de que os criminosos tenham movimentado R$ 68 milhões com a pirâmide financeira. O esquema teve início em 2019.

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Elan Costa é jornalista sob o registro MTE 3512/ES, articulista, marqueteiro político e estudante de direito. Atuou na Gerência de Jornalismo e Relações Públicas da Prefeitura de Guarapari, trabalhou como Jornalista Correspondente do Jornal A Tribuna, no Noroeste do ES, foi coordenador de comunicação na Câmara Municipal de Santa Teresa, assessor de comunicação na Amunes - Associação dos Municípios do ES -, e assessor político em diversos órgãos. É marqueteiro político, tendo atuado na campanha eleitoral para prefeito, em 2016, para deputado estadual em 2018, e novamente para prefeito e vereadores, em 2020. É fundador e proprietário do Jornal Regionalidades.

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