Parlamentares usaram a tribuna, nesta quarta-feira (10), para pedir mais empenho e responsabilidade da população capixaba no combate à Covid-19. Eles criticaram as praias cheias e as constantes aglomerações. Além disso, abordaram a cessão de vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com o novo coronavírus oriundos de outros estados.
De acordo com o deputado Dr. Rafael Favatto (Patri), manter o distanciamento social, usar máscara e seguir corretamente o protocolo de higiene são os melhores mecanismos de prevenção contra a doença.
Segundo ele, a população precisa colaborar mantendo o afastamento necessário para cortar a onda de contágio: “Toda a população tem um papel fundamental nesta história.
Sobre o lockdown, o governo não pode fechar antes da hora porque não conseguirá abraçar a todos; pagar a conta de todos. O Estado não consegue fazer nada quando um empresário de festas quer fazer uma festa com aglomeração. E muitos estão fazendo clandestinamente. Você não está impedido de fazer suas atividades, mas deve evitar aglomerações”, afirmou.
A deputada Iriny Lopes (PT) também cobrou mais compromisso da população na guerra contra a Covid19. “ A responsabilidade sobre isso não é exclusiva do governo. A sociedade tem de cumprir o seu papel. Eu pensei em uma lei que pudesse dar aos estados e municípios poder de polícia para desfazer esses eventos. O mundo todo está em alerta e não vai ser diferente no Espírito Santo”, disse.
Freitas (PSB) também se manifestou sobre o assunto: “O Estado tem coragem, capacidade de investimento e organização. E está fazendo o seu papel. O vírus é muito agressivo e a gente não pode perder de vista que saúde é dever do estado, mas responsabilidade de todos. Que nós cumpramos o nosso papel com bastante responsabilidade. Quanto menos aglomerar melhor para todos”, destacou.
Ambulâncias
Médico, Favatto também falou sobre a alta demanda de pacientes de Covid-19 e o atendimento pela frota de ambulâncias no estado: “O Samu tem de ser readequado nesse momento. Quando uma ambulância transporta um paciente com o novo coronavírus, ela precisa ser higienizada e fica quase duas horas parada. Mas a Secretaria de Estado da Saúde já está atenta e tentando resolver esse problema”, informou.
Ele também abordou a cessão de vagas nos hospitais capixabas para pacientes de outros estados:
“O Espírito Santo é o ente federado que tem o maior número de vagas de UTI e que ainda não entrou efetivamente na segunda onda do contágio, conforme o mapa da Covid-19 em todo o país. Nós precisamos ajudar esses pacientes porque onde há vida nós temos que salvar. Somos todos irmãos. Se chegar aqui essa segunda onda, poderemos cobrar ajuda de outros estados quando estivermos precisando também”, disse.
Vacina
Os parlamentares também falaram sobre a importância da vacina. Eles abordaram o desempenho do governo do Espírito Santo na gestão da pandemia e pediram a união entre os governos federal, estadual e municipais para a aquisição do imunizante.
“O Brasil tem hoje mais mortes do que os Estados Unidos. Seria falta de fé? Todos sabem da necessidade da vacinação em massa. Mas onde conseguir as vacinas? Não precisamos fazer competição entre governos. A Covid-19 não escolhe cara. Temos perdido inúmeras vidas e como sabemos, o luto é amargo na família capixaba. O momento é de menos politica e mais atuação, e a união entre os governos é inadiável. Conclamamos a união de todos”, defendeu Theodorico Ferraço (DEM).
A opinião de Ferraço foi endossada pelo Delegado Danilo Bahiense (sem partido). “Não podemos levar o combate ao coronavírus para o lado político e todos temos a nossa responsabilidade”, declarou Bahiense.
Para Alexandre Xambinho (PL), a Covid não atinge apenas a saúde da população. O deputado expressou preocupação com a restrição ampliada de atividades. “O momento é de esperança que a vacina chegue para todos. Essa segunda onda não atinge somente os infectados, atinge a economia e atinge os trabalhadores. O risco de um lockdown devido ao aumento dos casos em todo o país pode prejudicar ainda mais a economia”, opinou.
