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Sábado, 29 de Agosto 2026
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Comissão alerta para uso de fiação irregular

Comissão alerta para uso de fiação irregular
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A prática criminosa de comercializar fiação irregular foi tema de debate na Comissão de Defesa do Consumidor desta segunda-feira (23). Os deputados conversaram com o delegado Eduardo Passamani, da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), sobre a Operação Elétron. O colegiado vai auxiliar na investigação entrando em contato com possíveis consumidores que podem ter utilizado o produto inadequado em suas instalações.  O objetivo da notificação, que será por e-mail ou telefone, é alertar sobre os riscos de compra e utilização dos produtos adulterados. “Os consumidores precisam saber sobre os riscos que estão correndo. A empresa em questão atuava com uma vantagem de mercado nos valores, mas tendo como base um produto de baixa qualidade e que não é adequado para a instalação”, explicou o presidente do colegiado, deputado Vandinho Leite (PSDB). A reunião também contou com a participação dos deputados Delegado Danilo Bahiense (sem partido) e Carlos Von (Avante). Álbum de fotos da reunião da Comissão de Defesa do Consumidor Operação Elétron Durante a reunião virtual, Passamani citou detalhes da operação. “Identificamos uma empresa que estava fazendo essa prática criminosa de venda de fiação irregular, inclusive para a instalação de iluminação pública. Interditamos essa fábrica, foram apreendidos cerca de 40 mil metros de fios, retiramos todo o material oriundo dessa empresa, que está no mercado para a venda, e seguimos com essa investigação”.  De acordo com Passamani, a operação terá nova fase de mobilização junto a empresas construtoras para garantir que esse tipo de material não seja utilizado nos projetos que estão em andamento.  A empresa interditada está instalada em Boa Vista II, na Serra. A operação também conta com a atuação do Instituto de Pesos e Medidas do Espírito Santo (Ipem-ES), órgão responsável pela análise técnica dos materiais e que constatou a irregularidade dos cabos comercializados.  “O instituto faz exames nesse tipo de material desde 2015. O fornecedor de fios, quando fabrica esse material, precisa ter uma sala de testes, para que o produto seja testado antes da comercialização. Ou seja, não se pode falar de falha na fabricação ou de falha de um lote, mas, sim, de uma fraude”, explicou o técnico do Ipem-ES, Luiz Filipe Langoni.  Atenção aos riscos O uso de cabos e fios irregulares pode causar sérias consequências para o consumidor, com o maior consumo na rede elétrica e até mesmo risco de incêndio. Esse foi o caso do corretor de imóveis Elias Sérgio Lopes, morador de Aracruz.  “Tivemos um incêndio em nossa casa no mês de agosto devido ao uso desse tipo de fio irregular nas instalações elétricas. Ficamos desesperados. É uma situação muito séria. Graças a Deus, todos em minha família estão bem, mas o trauma foi grande”, contou o morador, que comprou a casa já com as instalações elétricas. Dúvidas e informações Em caso de dúvidas ou precisando de mais informações, os consumidores podem procurar a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa (3382-3717) e o Núcleo do Procon da Assembleia Legislativa (3382-3780). Projetos em pauta Os deputados ainda aprovaram dois Projetos de Lei (PLs) que aguardavam análise do colegiado de Defesa do Consumidor. O PL 372/2019, de autoria do deputado Capitão Assumção (Patri), estabelece tempo máximo de espera para atendimentos nos cartórios extrajudiciais. Já o PL 828/2019, assinado pelo deputado Hudson Leal (Republicanos), trata das regras de tarifas de taxa de esgoto do Estado. As duas matérias foram relatadas pelo deputado Vandinho Leite (PSDB). 
Elan Costa

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Elan Costa

Elan Costa é jornalista sob o registro MTE-3512/ES e Estrategista Político. Fundador da Casablanca Comunicação e do Jornal Regionalidades. Especialista em marketing eleitoral, comunicação governamental e consultoria em licitações. Com vasta...

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