O câncer é uma doença genética não necessariamente hereditária, ou seja, nem sempre ela é passada de pais para filhos. Mas ainda assim existem tumores na família com probabilidade de serem transmitidos para futuras gerações que devem ser acompanhados.
É o que afirma a médica radioterapeuta Anne Karina Kiister Leon, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV). Segundo ela, o câncer hereditário ocorre nas chamadas células germinativas, que são aquelas que dão origem aos espermatozóides e óvulos. A especialista destaca pelo menos seis tipos:
“Câncer de mama triplo negativo, tumor de mama em homens, de ovário, colorretal e alguns tumores gástricos e adrenais (em células do córtex ou da medula) devem ser observados por conta do fator hereditário”, afirma a médica.
Se a doença ocorre nas células somáticas, que são responsáveis pela formação de tecidos e órgãos em organismos, ela fica restrita apenas à pessoa que desenvolveu o tumor. Então, ela pode ter filhos e não transmitir câncer para eles.
Fatores ambientais
Cerca de 90% dos casos de câncer não estão relacionados às alterações nos genes transmitidos de pais para filhos.
Isso significa que a doença é causada por mudanças que acontecem nos genes devido a fatores ambientais, como alimentação pobre em nutrientes, hormônios, exposição à radiação solar e envelhecimento. 
“Por que algumas famílias têm câncer e outras não? Por conta da alteração hereditária. Se ocorre em células germinativas, como o retinoblastoma, que é o tumor de olho mais comum em crianças, pode ser transmitido de geração para geração. Mas vamos supor que alguém num núcleo familiar teve um câncer de pulmão. Não necessariamente o filho dessa pessoa terá esse tipo de tumor”, destaca a médica.
E em quais casos realizar um teste genético é necessário? A especialista explica:
“Nem todas as pessoas com câncer precisam fazer avaliação genética. Essa análise é indicada quando os tumores são de provável etiologia germinativa. O oncologista vai avaliar o caso para saber se é necessário o rastreamento na família”.
Tratamento
De acordo com Anne Kiister, o câncer, seja ele de qual natureza for, pode matar, por isso não deve ser negligenciado. Fazer exames periódicos é importante para permitir o diagnóstico precoce.
“Se não for tratado, o tumor pode crescer e matar. Quem tem a doença deve fazer seu tratamento com assiduidade para obter bom resultado”, afirma.
Segundo ela, os diversos tipos de câncer podem ser tratados com radioterapia, cujo avanço tecnológico permite a irradiação muito mais precisa, que preserva os órgãos sadios.
“A radioterapia evoluiu muito nos últimos anos em termos de tecnologia. Ela pode ajudar de forma curativa ou paliativa, associada com quimioterapia, exclusiva, antes ou pós cirurgia, ou antes da quimio. Cada caso é um caso e deve ser avaliado por uma equipe multidisciplinar para a melhor indicação”, afirma a médica.
Sobre o IRV
Fundado em 2005, o Instituto de Radioterapia Vitória (IRV) é a única clínica privada do Espírito Santo para o tratamento de câncer por meio deste serviço. Funciona nas dependências do Vitória Apart Hospital, na Serra, com tecnologia de ponta e equipe altamente qualificada que tem como filosofia de trabalho o acolhimento dos pacientes.
O IRV tem convênio com os maiores planos de saúde do Espírito Santo, como Unimed, Samp, São Bernardo, Bradesco Saúde, MedSênior, Pasa/Vale, Arcelor/Abeb, Petrobras, Cassi (BB), Saúde Caixa, Banescaixa, Amil, Sul América, Mediservice, Codesa, Cesan, Geap, entre outros.

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