O deputado Sergio Majeski (PSB) teceu duras críticas à forma como vem sendo conduzida a gestão do governo federal diante dos problemas que afetam o país. Durante seu pronunciamento na sessão ordinária híbrida desta terça-feira (14), o parlamentar criticou a falta de foco do Executivo nacional para as pautas que realmente interessam ao Brasil neste momento.

“São quase 15 milhões de desempregados que nós temos, hoje, no Brasil. Nós tivemos, agora no último trimestre, o crescimento negativo do PIB. Agosto teve a maior inflação dos últimos 21 anos. Nós continuamos ainda num impasse, apesar do avanço que tivemos com as vacinas, mas ainda há problemas todos os dias relacionados a isso, quer dizer, a pandemia ainda é um risco que nos ronda, que nos assombra. Nós entramos agora num período de crise hídrica e com ameaça de apagão no país”, pontuou.

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Majeski lamentou as manifestações políticas convocadas pelo chefe do Executivo nacional, presidente Jair Bolsonaro (sem partido), enquanto as pautas mencionadas não são discutidas.

“Nós devíamos estar debruçados sobre esses problemas e cabe, sim, ao chefe da nação liderar os debates sobre isso. Um líder de fato faz isso, é para isso que foi eleito. No entanto, o tempo inteiro, as energias e as atenções são desviadas para outros lugares, tirando o foco daquilo que realmente nos interessa e que interessa a milhões de brasileiros. Lamentável essa situação”, comentou.

Novo Código Eleitoral

O parlamentar também criticou a aprovação, na Câmara Federal, da proposta que altera as regras para as próximas eleições.

“A cerca de um ano das novas eleições, muda completamente a legislação eleitoral e partidária do Brasil. Um código que tem mais de 900 artigos e que foi aprovado a ‘toque de caixa’. Ainda que se observe ali alguns avanços, mas muito pequenos, o que tem de retrocesso nesse Código Eleitoral aprovado de forma assustadora, porque foram 370 votos contra 80. Quem é que debateu isso? Porque isso interessa à sociedade como um todo”, questionou o deputado.

O curto prazo em que foi apresentado e votado o projeto levantou suspeitas de Majeski a respeito do conhecimento dos deputados federais sobre o conteúdo de todos os artigos. “Eu duvido que a maioria deles tenha conseguido se debruçar sobre esses 900 artigos a ponto de entender que aquilo era a melhor coisa a se fazer. É óbvio que não”, opinou.

Entre os principais retrocessos apontados pelo parlamentar está a dificuldade para se punir políticos que usem de forma inadequada o dinheiro do fundo partidário e do fundo eleitoral. Majeski espera agora que o Senado avalie com mais calma a proposta antes de votar. “O Senado não dá mostras de que pretende fazer a mesma coisa que a Câmara”, afirmou.  

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