A experiência bem-sucedida da Dinamarca, país que está entre os menos corruptos do mundo, vai subsidiar o trabalho de implementação do Programa de Integridade do Poder Executivo Estadual. O Espírito Santo é um dos sete estados selecionados a participar do Projeto Integridade nos Estados Brasileiros, desenvolvido pela ONG Transparência Internacional Brasil, que levou representantes de órgãos de controle e da sociedade civil organizada para um treinamento de dez dias no país europeu. A participação no projeto não acarreta custos para o Governo do Estado.

O curso, realizado em Copenhague de 2 a 13 de dezembro, contou com 8h diárias de aulas e visitas a instituições dinamarquesas, como ao Tribunal de Contas, à Associação dos Municípios e à Ouvidoria do Parlamento. O auditor da Secretaria de Controle e Transparência (Secont) e coordenador do Programa de Integridade Estadual, Guilherme Machado, que participou da capacitação, considera que a experiência vai ajudar a impulsionar a implementação dos programas de integridade no Estado. As diretrizes para elaboração e execução dos planos foram instituídas por lei em maio último.

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“A capacitação, além dos óbvios novos conhecimentos, traz muita inspiração para aprimorarmos nossas abordagens e, principalmente, para conectarmos as boas práticas já em andamento no Estado. O compromisso que o Governo do Estado assumiu com a Transparência Internacional também poderá nos ajudar a impulsionar a implantação dos programas de integridade”, diz Guilherme Machado.

O auditor explica que o acordo com a ONG prevê a obrigação dos estados de elaborarem seus programas de integridade. Como o Espírito Santo já possui uma diretriz aprovada, o objetivo é aprimorar as ações. “Este documento precisa ser compatibilizado com as nossas iniciativas e expectativas e validado pelas autoridades envolvidas. Os instrutores do curso nos visitarão daqui a 6 meses para ver a evolução do plano e a Transparência Internacional irá avaliar a integridade nos estados a partir de um modelo de análise que está disponível para consulta e sugestões”, ressalta.

A experiência, para o coordenador, foi enriquecedora do ponto de vista também da troca de informações e ideias com os representantes dos demais estados selecionados.  “Ao mesmo tempo em que apresentávamos as nossas boas práticas, aprendíamos com os eles, o que nos fazia refletir e buscar melhorar nossos programas”, destaca Machado.

Em Copenhague, para melhor absorver a cultura local, os valores e as tradições do país, os participantes foram convidados a viver como os dinamarqueses.  Guilherme Machado conta que o grupo utilizava o transporte público ou se deslocava a pé, interagindo com a cidade, com as pessoas e com as regras locais.

“A Dinamarca valoriza a confiança como base de todas as relações humanas e sociais. As transgressões são punidas, mas o que se divulga e valoriza na sociedade é a confiança, que as pessoas têm umas nas outras e no governo. Os dinamarqueses são conscientes da importância de pagar os impostos e receber serviços públicos de qualidade”, finaliza o auditor.

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