Integrantes do movimento CrefESJá estiveram presentes na reunião da Frente Parlamentar para Debater a Educação Física na tarde desta quarta-feira (6) na Assembleia Legislativa (Ales). Atualmente vinculados ao Conselho Regional de Educação Física (Cref) 1ª Região, que responde pelo estado e pelo Rio de Janeiro, eles desejam a criação de um conselho profissional no Espírito Santo.

A professora Eliane Cunha Gonçalves destacou que a Lei Federal 9.696/1998 regulamentou as atividades do profissional de Educação Física e criou os conselhos federal e regionais. Ela explicou que antigamente apenas a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) ofertava o curso no estado, por isso, não havia quantitativo suficiente de profissionais para formar um conselho próprio. Porém, foi prometido que quando se chegasse a 2 mil profissionais a emancipação seria alcançada, número atingido em 2006, porém, sem cumprimento do que fora pactuado.

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Ela ainda disse que hoje o que existe no estado é um posto avançado e que há outra promessa, a de torná-lo uma seccional do Cref1, mas que isso não cobre os anseios dos profissionais capixabas. Para Cunha, a falta de um conselho próprio prejudica toda a sociedade. “Temos dois profissionais fiscalizando 78 municípios. Hoje somos 12.390 profissionais. Ativos são 4.307, de forma comprovada. Seríamos o sétimo maior conselho regional do país”, frisou.

Quem também participou da reunião foi o professor Ângelo Luís de Souza Vargas, que é membro efetivo do Conselho Federal de Educação Física (Confef) e aliado dos capixabas na luta por independência. Ele falou que na próxima reunião do Confef, marcada para a próxima sexta-feira (8), vai trabalhar para colocar em votação o pedido de emancipação do Espírito Santo. “Se existe Estado de direito neste país, não há nada que impeça a criação do CrefES”, afirmou.

As falas foram corroboradas pela professora Dirce Maria Corrêa da Silva e pelo técnico de futebol e gestor esportivo Aridélson Bianchi, ambos apoiaram a causa e reforçaram a necessidade do CrefES. Apoio também manifesto na presença dos profissionais de Educação Física que acompanharam a reunião da galeria do plenário da Assembleia.

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Autonomia

O advogado Luís Eduardo Guimarães Borges Barbosa reforçou a importância da criação do CrefES e salientou que isso é responsabilidade do Confef, não do Cref1, que por inúmeras vezes já sinalizou não ter essa intenção. “O pedido de emancipação levado ao Confef comprova a estrutura a ser montada no estado. Seria uma receita de R$ 2,3 milhões por ano, voltada para os profissionais do Estado, como para fazer cursos”, exemplificou.

Já os presidente e vice-presidente da Comissão de Direito Esportivo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Gabriel Carvalho e Victor Stanzani, respectivamente, apontaram que a reivindicação da categoria é justa e que beneficiaria toda a sociedade capixaba. “Não devemos ter seccional, temos que instalar o conselho regional sem qualquer vínculo com o Rio de Janeiro. Estamos aqui não só pelos profissionais de Educação Física, mas pelas pessoas que são atendidas por esses profissionais”, argumentou Carvalho.

Ao final da reunião, o presidente da frente, deputado Gandini (Cidadania) disse ter recebido documentação do Cref1 com a proposta da criação de seccional para o Espírito Santo e para emancipação no futuro. O parlamentar considerou que isso não atende os profissionais daqui, pois a luta é pela criação de um Cref independente. “Olha o tamanho do estado e o número de filiados. É justo, é bom, vai melhorar a política pública e beneficiar a vida dos profissionais e das pessoas”, concluiu.

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