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Redução da taxa no final do ano não indica recuperação econômica.
O Dia

Redução da taxa no final do ano não indica recuperação econômica.

Nesta sexta-feira (26) foi divulgada a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números do estudo, a taxa de desemprego caiu de 14,6% no terceiro trimestre, para 13,9% no quarto trimestre de 2020. Dessa forma, a taxa de pessoas sem trabalho no ano foi de 13,5%, a maior desde 2012 .

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O recuo da taxa nos meses finais do anos se deve à sazonalidade de contratações temporárias no período, principalmente no setor de comércio e serviços. Nos últimos três meses do ano foi registrado aumento na ocupação em quase todos os grupos de atividades. Veja a lista:

  • Agricultura (3,4%)
  • Indústria (3,1%)
  • Construção (5,2%)
  • Comércio (5,2%)
  • Alojamento e alimentação (6,5%)
  • Informação e comunicação (5,8%)
  • Outros serviços (5,9%)
  • Serviços domésticos (6,7%)
  • Administração pública (2,9%)
  • Transporte ficou estável.

Em um ano, o número de pessoas empregadas caiu 7,3 milhões, chegando ao menor número da série anual. Em 2019, a população ocupada era 93,4 milhões de pessoas, e caiu para para 86,1 milhões em 2020. Pela primeira vez na série anual, menos da metade da população em idade produtiva estava ocupada no País. Em 2020, o nível de ocupação foi de 49,4%. 

A queda no número de empregados com carteira assinada no setor privado teve recuo recorde em um ano, 2,6 milhões de pessoas, significando uma redução de 7,8%. Os trabalhadores domésticos (5,1 milhões) também tiveram a maior queda registrada da série histórica, de 19,2%. Entre os autônomos a redução foi de 6,2%, ou seja, 1,5 milhão de pessoas.

A informalidade, entretanto, passou de 41,1% em 2019, para 38,7% em 2020, significando 33,3 milhões de pessoas sem carteira assinada, CNPJ ou sem remuneração. 

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Entre os que desistiram de procurar trabalho, a alta foi de 16,1% na comparação com 2019, somando 5,5 milhões de pessoas.

Já no funcionalismo público o crescimento foi de 1%. Muito por conta da contratação para setores da saúde e educação. Confira a lista de de perda na ocupação por setor: 

  • Construção: 12,5% 
  • Comércio: 9,6% 
  • Indústria: 8% 
  • Alojamento e alimentação: 21,3%
  • Serviços domésticos: 19%
  • Transportes: 9,4%
  • Agricultura: 2,5%
  • Informação e comunicação: 2,6%
  • Outros: 13,8%




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