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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
Isac Nóbrega/PR

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender nesta quarta-feira (7) o uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2) durante pronunciamento em Chapecó, Santa Catarina.

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Bolsonaro citou a África como exemplo de continente que pelo fato de “não ter dinheiro” para as vacinas, usou a Ivermectina para combater a Covid-19:

“Por que em determinados países da África ninguém fala em vacinar? Porque não tem dinheiro, não tem vacina hoje em dia para todo mundo. Na África não existe nada, existe ivermectina para combater a cegueira dos rios e outras coisas, junto com a Hidroxicloroquina para combater a malaria  e procurem saber o que acontece com aquele povo no tocante a Covid, não vou entrar em detalhes”, declarou o presidente, que acusou opositores de chama-lo de ‘terra planista e negacionista’ por defender o uso do medicamento sem eficácia comprovada.

Segundo informações do Our World in Data, o país que mais vacinou contra a Covid-19 proporcionalmente no mundo é Seicheles , localizado no continente africano, que imunizou 65% da sua população.

Apesar de a África no geral ter vacinado menos de 1% da população total do continente, o relativo sucesso em conter o avanço da pandemia não está relacionado ao uso da ivermectina , que não é indicado no tratamento contra o novo coronavírus por diversas agências regulatórias, como a Anvisa e a FDA nos Estados Unidos, além da Organização Mundial da Saúde ( OMS ).

Para a OMS, fatores como a idade média mais baixa da população, medidas de distanciamento social, circulação menor no número de pessoas e experiências com outras epidemias são algumas das explicações para o continente ter sido o menos afetado ao redor do mundo.

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