Aumenta o número de ambulantes no Centro de Colatina e comerciantes reclamam

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Lojistas das mediações do centro de Colatina, no Noroeste do Estado, reclamam da atuação de vendedores ambulantes que estão tirando o sono de muitos comerciantes que apontam a uma concorrência desleal.

De acordo com a gerente de uma loja de artigos eletrônicos, as presenças de ambulantes na porta de seu comércio atrapalham as vendas, além de impedir o direito de ir e vir dos cidadãos.

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“A presença desses ambulantes atrapalha muito o meu comércio. Alguns deles vendem o mesmo produto que eu, só que para eles é mais fácil baixar os preços, pois não pagam impostos e nem aluguel. Não têm funcionários. E o que mais me revolta é que eles colocam seus produtos bem em frente da minha loja e oferecem os mesmos produtos a um preço mais barato. Sem a mesma qualidade, sem as mesmas garantias”, disse uma comerciante que preferiu não se identificar.

Quem também criticou a venda de produtos em barracas foi o gerente de uma loja de artigos diversos na principal avenida da cidade.

“No caso do meu estabelecimento comercial, eles sempre resolvem expor seus produtos bem em frente à loja, ocupando as vitrines e tirando o visual da loja. Sem falar na sujeira que eles deixam na porta. Outro fator negativo da presença desses ambulantes é tirar os clientes da loja. Um bom exemplo é quando chove. É só chover que na mesma hora eles enchem a calçada de sombrinhas e guarda chuvas, oferecendo o mesmo produto que eu vendo a um preço bem mais baixo, sem pagar impostos e nem nada”, lamentou o gerente.

O caso tem dividido opiniões entre comerciantes e compradores. O pedreiro Roberto Gonçalves Melo, de 42 anos, disse que a presença de ambulantes nas calçadas não o incomoda. “A presença deles nas ruas não atrapalha, eles estão tentando ganhar o dinheiro deles de forma honesta”, destacou.

De acordo com informações dos próprios comerciantes há um grande fluxo de guardas municipais nas ruas de Colatina orientando os ambulantes presentes.

“Vejo pessoas da secretaria de trânsito sempre presente sempre nos auxiliando e orientando aos ambulantes para que façam uma circulação, já que não é proibido a venda de seus produtos, mas sim fixar pontos na cidade. Já a Seduma tem deixado muito a desejar”, disse o proprietário de um restaurante no Centro.

A reportagem entrou em contato com a ACIC – Associação dos Comerciantes de Colatina e com a SEDUMA mas obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

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