Certame realizado em 2018 foi pauta da reunião da Comissão de Segurança desta segunda-feiraA nomeação dos aprovados para o cadastro de reserva no concurso da Polícia Civil de 2018 foi pauta na reunião da Comissão de Segurança, nesta segunda-feira (13). A Polícia Civil do Espírito Santo tem déficit de efetivo de 47%, segundo o representante da Comissão de Aprovados no Concurso da Polícia Civil, Norberto Louvem.

O Estado já convocou 418 aprovados no concurso para o curso de formação da Academia de Polícia, mas, de acordo com Louvem, o número não é suficiente para suprir o déficit. “Nos últimos anos, mais de 600 policiais saíram da Polícia Civil. O número de nomeados não supre nem essa defasagem. É necessária a recomposição mínima do efetivo. No caso de peritos criminais, por exemplo, são 308 cargos vagos. E temos 130 peritos que estão disponíveis pelo cadastro de reserva”, afirmou.

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Álbum de fotos da reunião da Comissão de Segurança

O deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido) ressaltou que em 1990 o Espírito Santo contava com 3,8 mil policiais civis para 2,5 milhões de habitantes. E hoje, a população do Estado chega a mais de 4 milhões de habitantes, mas com apenas cerca de 2 mil policiais civis na ativa. “A carência é muito grande. Precisamos recompor o efetivo o mais rápido possível. A situação é complicada e tem feito com que muitas delegacias sejam fechadas”, declarou Bahiense. 

O presidente da Comissão de Segurança, deputado Luiz Durão (PDT), também falou sobre a necessidade de suprir o efetivo no Estado. Ele informou que sugeriu ao governador, por meio de indicação, a reposição anual de 25% dos cargos vagos, a partir de 2022. E, após completar os quadros, o preenchimento anual dos cargos vagos no ano interior. “Precisamos garantir a recomposição por meio de lei para conseguir suprir a defasagem histórica de efetivo na segurança pública”, concluiu. 

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