O auxiliar de ilustrador Clayton de Oliveira, de 24 anos, morador de Castelo, no Sul do Estado, contou a redação do Jornal Regionalidades sobre a “saga” sofrida para realizar uma cirurgia de ginecomastia – condição que é caraterizada pelo aumento das glândulas mamárias causado pelo desequilíbrio hormonal e transição da adolescência para a fase adulta.

Ao todo, de acordo com Clayton, foram 11 anos de espera quando então decidiu juntar suas economias para a realização do procedimento.

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“Minha mãe percebeu algo diferente ainda nos meus 13 anos de idade e nesse mesmo momento, após diagnosticado, ela deu entrada no Sus para conseguir uma cirurgia que pudesse tirar as mamas. Aos 20 anos eu voltei ao SUS para reforçar o pedido de cirurgia”, contou.

Segundo Clayton, dois anos depois ele recebeu retorno da cirurgia solicitada, mas que naquele momento não havia especialista para o caso. Foi então em 2020, com o apoio da esposa, que decidiu dar entrada no procedimento particular.

“Se não fosse o apoio da minha esposa eu não teria conseguido. Foi após diversas tentativas frustradas que começamos a trabalhar dia e noite para arcar com os custos da operação”, lembrou.

Empolgado, Clayton ressalta que mesmo apreensivo e sem saber como seria todo o procedimento seu sentimento era de alívio.

“Agora vivo um mix de sensações pois antes eu sentia incômodo e vergonha, hoje o que sinto é bem-estar e autoestima elevada”, finalizou.

Saiba o que é, o que causa e como identificar

A ginecomastia é um distúrbio que ocorre no homem, mais frequentemente na puberdade, causando o aumento das mamas. Também pode ser causada por excesso de tecido glandular mamário, excesso de peso ou até mesmo doenças.

A ginecomastia ocorre quando existem glândulas mamárias localizadas no local onde só deveria haver uma fina camada de gordura e neste caso, isto pode ocorrer em uma mama, tendo o nome de ginecomastia unilateral, ou em ambas as mamas, sendo chamada de ginecomastia bilateral. Quando ocorre nas duas mamas, elas, geralmente, aumentam de forma desigual, o que prejudica a auto-estima do rapaz.

A ginecomastia tem cura, pois na puberdade ela normalmente é transitória, desaparecendo espontaneamente ou pode ser corrigida através do tratamento com a eliminação da sua causa ou através de uma cirurgia plástica.

Principais causas

As principais causas de ginecomastia podem ser alterações nos hormônios masculinos e femininos, doenças hepáticas, alguns tratamentos medicamentosos com hormônios femininos, uso de anabolizantes, consumo de drogas como a maconha ou tumores testiculares ou pulmonares, hipertireoidismo, entre outros.

Tipos de ginecomastia

Os tipos de ginecomastia incluem a ginecomastia de grau 1, que é o aparecimento de uma massa de tecido glandular mamário concentrado, como um botão ao redor da aréola, não existindo acúmulo de pele ou de gordura; ginecomastia de grau 2, em que a massa de tecido mamário está difusa, podendo haver acúmulo de gordura e ginecomastia de grau 3, em que a massa de tecido mamário fica bastante difusa, havendo também, além da gordura, excesso de pele no local.

Como identificar

Basta observar o tamanho e a forma do peitoral masculino. O aumento das mamas, na maioria das vezes, é vergonhoso para o homem, pois está associado a fatores psicológicos, como o embaraço e a limitações no desporto e em outras atividades sociais, como ir à praia ou usar uma roupa mais justa.

Como tratar

Quando a ginecomastia ocorre se deve ao desiquilíbrio hormonal e o tratamento é feito com hormônios para os regular. Um exemplo de remédio para ginecomastia é o Tamoxifeno, que é um anti-estrogênico que bloqueia os efeitos dos estrogênios, que são hormônios femininos. Nos casos em que os remédios não tiveram efeito, indica-se a cirurgia para ginecomastia, para redução das mamas.

 

*Com informações de tuasaude.com

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Elan Costa
Elan Costa é jornalista sob o registro MTE 3512/ES, articulista, marqueteiro político e estudante de direito. Atuou na Gerência de Jornalismo e Relações Públicas da Prefeitura de Guarapari, trabalhou como Jornalista Correspondente do Jornal A Tribuna, no Noroeste do ES, foi coordenador de comunicação na Câmara Municipal de Santa Teresa, assessor de comunicação na Amunes - Associação dos Municípios do ES -, e assessor político em diversos órgãos. É marqueteiro político, tendo atuado na campanha eleitoral para prefeito, em 2016, para deputado estadual em 2018, e novamente para prefeito e vereadores, em 2020. É fundador e proprietário do Jornal Regionalidades.

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