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Mariangela investiu R$ 15 mil para abrir o próprio negócio
Arquivo pessoal

Mariangela investiu R$ 15 mil para abrir o próprio negócio

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Com medo de perder o emprego durante a pandemia, a consultora Mariangela Silveira resgatou suas economias e se arriscou no mundo das franquias . Optou por investir R$ 15 mil, com a irmã, em uma franquia de contabilidade , mesmo não sendo formada na área.

A decisão foi tomada após conversas com a sócia e estudos a respeito dos diversos modelos. Escolheu uma empresa barata e que pudesse trabalhar em casa.

“Abrimos a empresa no ano passado, no meio da pandemia. Decidimos pela franquia porque é um modelo que já deu certo, com menos riscos”, conta Mariangela, que procurou, também, ajudar empresários a manterem seus negócios.

“Percebi que tinha muita gente querendo abrir o próprio negócio, mas não sabia como e nem por onde começar. Como trabalho com consultoria, decidi que poderia ajudar esses empreendedores a manterem as empresas abertas”, completa.

Foco do negócio

As novas empreendedoras apostaram em uma empresa que está apenas há dois anos no mercado, mas agradável aos olhos dos novos investidores. Criada em 2018, a Conta 4U é uma empresa que realiza contabilidade para micro, pequenas e médias empresas. O objetivo no início era orientar os empresários em pagamentos de tributos .

“Pensamos na empresa já como modelo de franquia. O nosso franqueado mantém contato com o cliente final e nós realizamos todo o procedimento aqui na sede”, afirma João Ferraz, CEO da Conta 4U.

“O benefício é que não é necessária formação em contabilidade para abrir a empresa. Outro ponto importante é que os procedimentos para microfranquias são mais simples e rápidos”, ressalta.

Embora ainda não tenha recebido o retorno do que investiu, Mariangela Silveira acredita que o início das declarações do Imposto de Renda possa aumentar os lucros e atingir o faturamento desejado.

“Vejo essa época como muito promissora. Agora, com o Imposto de Renda, muito provavelmente vamos chegar no ponto mais alto, em menos de um ativo”, afirma.

Hugo deixou a advocacia para trabalhar por conta própria e montar uma franquia de serviços financeiros
Arquivo pessoal

Hugo deixou a advocacia para trabalhar por conta própria e montar uma franquia de serviços financeiros

Deixou o direito para abrir o próprio negócio

Enquanto realizava um trabalho para a faculdade, o advogado Hugo Sousa encontrou a oportunidade certa para ganhar uma renda extra . Ao estudar sobre conciliação, o então estudante de direito passou a procurar empresas de soluções financeiras para facilitar

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“Eu trabalhava em um escritório de advocacia. Precisei sair de lá para me dedicar a franquia. Hoje, vivo disso”, diz Sousa.

Ele investiu R$ 10 mil para abrir uma franquia e começou a trabalhar em casa. Sousa aconselha estudar sobre o modelo e arriscar no mundo dos negócios.

“Não me arrependo em nenhum momento. Inclusive aconselho outras pessoas a se arriscarem e investirem no próprio negócio”, ressalta.

João criou uma rede de franquias para colaborar com empresas na abertura de negócios
Arquivo pessoal

João criou uma rede de franquias para colaborar com empresas na abertura de negócios

Alternativa para desempregado e baixo custo

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) aponta que novos empresários buscam por alternativas baratas e rentáveis para investir suas economias. Nos últimos anos, as microfranquias de valores até R$ 90 mil se destacaram.

Segundo a diretora de microfranquias da associação, Adriana Auriemo, a abertura de uma franquia em home office pode ser uma fonte de renda extra. Auriemo explica que as franqueadoras oferecem vantagens e treinamentos para os franqueados.

“A procura por microfranquia cresceu também porque tem muitas opções de microfranquia para se trabalhar em casa e tem muita gente que não queria, né? Ficar se expondo por aí e por você ter geralmente um custo fixo menor. Então, você tem a possibilidade de trabalhar num negócio que você não tem que ficar gastando muito dinheiro no mês sem saber se vai vender ou não”, afirma.

“Ela também é uma ótima opção de profissionalizar aqueles empresários que estavam trabalhando de maneira informal, você vindo para um universo em que se profissionaliza tanto em termos de conhecimento, com treinamentos. Geralmente a pessoa, por exemplo, pode ser muito boa em vendas, mas de repente não é tão boa em gestão de pessoas ou em gestão financeira. A franquia te traz esse conhecimento”, completa a diretora da ABF.

O modelo de microfranquias também pode ser uma boa alternativa para quem busca realocação no mercado de trabalho, mas como dono do próprio negócio. A diretora da ABF afirma ter empresas com valores de R$ 1.500 e R$ 5.000 que podem ser vantajosas para o microempresário.

“A procura por microfranquia tá assim, muito grande. Primeiro, porque muita gente acabou perdendo o emprego, infelizmente, durante a pandemia e está precisando de alguma alternativa aí, como fonte de renda. É uma ótima alternativa, porque você entra tendo suporte da franqueadora. Nós temos excelentes franqueadoras que tem essa opção de negócio com baixo investimento”, explica.

“Ela tem que entender o que a franqueadora está colocando nesse custo, porque quando você começa um negócio, você tem, por exemplo, abrir firma se você não estiver ela ainda, isso tem um custo, você tem que, talvez, que comprar um computador, enfim, tem que olhar direitinho o que tá incluso nesse custo inicial que a franqueadora tá te colocando”, alerta Adriana Auriemo. 

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