Tendo como pano de fundo o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Assembleia Legislativa (Ales) deu início nesta terça-feira (1°) a ações que buscam conscientizar sobre a importância da preservação e recuperação dos recursos naturais. Uma delas é uma exposição que alerta sobre os impactos do descarte incorreto de resíduos na natureza. Em outra iniciativa, foram distribuídas mudas de espécies brasileiras.

Lixo e degradação ambiental

Já imaginou seis pontos turísticos capixabas tomados pelo lixo, mais precisamente por sacolas plásticas e garrafas pet? Esse é o exercício de alerta que a exposição fotográfica alusiva ao Dia do Meio Ambiente faz para o descarte incorreto de resíduos na natureza.

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A mostra utiliza fotos cedidas pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur) – e propositalmente manipuladas por computação gráfica pela equipe da Secretaria de Comunicação Social (SCS) – para demonstrar o impacto visual causado pelo lixo e suas consequências nocivas.

São seis painéis instalados no térreo e na subida para o pilotis do Palácio Domingos Martins. A exposição vai até o dia 11 de junho e, por ser interativa, sendo necessário manipular as fotos, em todos os painéis foram instalados dispensadores de álcool 70% para higienização das mãos.

“Algumas imagens foram manipuladas digitalmente para proporcionar impacto ao visitante. A ideia é reforçar a nocividade do plástico que a gente consome indiscriminadamente”, explicou Higor Pinheiro, idealizador da exposição.

Plástico invisível

Um dos alertas da exposição é para os efeitos nocivos do plástico e a dispersão de sua forma praticamente invisível, o microplástico, no meio ambiente. Oriundas diretamente das indústrias ou da decomposição do plástico, atualmente essas partículas são encontradas praticamente em todos os ambientes do planeta, seja na Fossa das Marianas (lugar mais profundo no mar, localizada no Oceano Pacífico) ou em climas de neve, segundo o professor de Oceanografia da Ufes Fabian Sá. Um dos reflexos negativos mais importantes causados por esses fragmentos é o desequilíbrio em toda a cadeia alimentar, incluindo a do ser humano, apontou Sá.

Além de ingerirmos esses resíduos quando consumimos frutos do mar, por exemplo, eles contribuem para o efeito estufa, afirmou a bióloga Grazielli de Paula Pirovani.

A saída para esse problema é complexa, mas há consenso que deve envolver esforço conjunto entre sociedade civil, poder público e setor produtivo. Uma das armas é a conscientização e educação ambiental do cidadão. Ter um consumo mais racional, optar por produtos menos embalados e minimizar o uso de sacolas plásticas é apontado como um começo.

Os pontos turísticos que fazem parte da mostra são: Praia de Camburi (foto de Fernando Madeira); Cachoeira de Matilde (foto de Yuri Barichivich); Praia de Meaípe (foto de Tadeu Bianchoni); Parque Estadual Paulo César Vinha (foto de Leonardo Merçon); Porto Histórico de São Mateus (foto de Yuri Barichivich); e Pontões Capixabas (Setor).

Doação de mudas

Outra ação, organizada pela Comissão Parlamentar Interestadual de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (Cipe Rio Doce), distribuiu nesta terça-feira cerca de 200 mudas de espécies brasileiras como ipê rosa, pau-brasil, açaizeiro, aroeira, jaca, sibipiruna, cacau, jamelão, acácia rosa, seringueira, pata-de-vaca e abricó.

As mudas foram doadas pela Prefeitura de Colatina e disponibilizadas aos servidores da Assembleia e usuários de serviços prestados pelo Espaço Assembleia Cidadã. O deputado Renzo Vasconcelos (PP), vice-presidente da Cipe, destacou a importância de ações que conscientizem sobre a preservação do meio ambiente.

“A cada ano vemos nosso planeta mais degradado, com nossas florestas e rios desaparecendo e a emissão de poluentes aumentando. Precisamos cada vez mais de ações que recuperem e preservem nossas reservas. Nós, da Cipe Rio Doce, estamos atentos a essas questões e atuantes para que nosso bioma seja preservado”, afirmou o deputado.

O coordenador da Cipe Rio Doce, Hernandes Bermudes, explicou o intuito da iniciativa. “Entendemos que uma ação como esta, mesmo que simbólica, é fator de contribuição da Ales na construção de uma sociedade que seja conscientizada a valorizar o meio ambiente”.

Devido aos protocolos sanitários impostos pela pandemia de Covid-19, este ano a Cipe não promoverá eventos, como debates e fóruns, a exemplo do que ocorreu em anos anteriores.

Cipe Rio Doce

A Cipe Rio Doce é composta por dez representantes do Espírito Santo e de Minas Gerais. A missão do colegiado é acompanhar projetos em prol da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, que corta 228 municípios nos dois estados e alcança 3,5 milhões de pessoas. A Cipe também é responsável por fomentar iniciativas que promovam a conscientização e preservação ambiental.

Os outros membros efetivos no Espírito Santo são Dary Pagung (PSB), Raquel Lessa (PROS), Marcos Garcia (PV) e Dr. Emílio Mameri (PSDB).

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