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Situação da covid-19 em Manaus
MICHAEL DANTAS

Situação da covid-19 em Manaus

Segundo uma pesquisa divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil vive seu pior momento desde o início da pandemia do novo coronavírus. Fundação fez um levantamento das capitais com as taxas mais altas de ocupação das UTI do país voltados para a covid-19. As informações foram apuradas pelo Exame. 

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“É a situação mais crítica desde o registro dos primeiros casos, há um ano”, declara Margareth Portela, pesquisadora do Observatório Fiocruz Covid-19. Em torno de 12 estados mais o Distrito Federal, já atingiu cerca de 96% de sua capacidade em unidade de tratamento intensivo nesta sexta-feira (26), entrando em um estado de alerta máximo. 

Em relação as capitais , 17 se encontram na mesma situação, com taxas de ocupação nos leitos de UTi acima dos 80%. “Quando chega a esse nível, é considerado algo muito preocupante, à beira do colapso, de acordo com diretrizes da Organização Mundial de Saúde. Para passar de 80% a 90% ou até mais não é muito difícil, ainda mais se tratando da Covid, que pode ser uma doença de rápida evolução”, ressalta Portela. 

Confira a lista de capitais que estão com os leitos de UTI com ocupação altíssima: 

– Porto Velho (RO): 100%;

– Florianópolis (SC): 96,2%; 

– Manaus (AM): 94,6%;

– Goiânia (GO) e Fortaleza (CE): 94,4%;

– Teresina (PI): 93%;

– Curitiba (PR): 90%;

– Natal (RN): 89%;

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– Rio Branco (AC): 88,7%;

– São Luís (MA): 88,1%;

– Campo Grande (MT): 85,5%;

– Rio de Janeiro (RJ): 85%;

– Porto Alegre (RS): 84%;

– Salvador (BA): 82,5%;

– Palmas (TO): 80,2%;

– Recife (PE): 80%. 

Rondônia, na região Norte do país, apresenta uma lotação de 97,1% dos leitos de UTI, seguida pelo Amazonas com 94%, já apresentam cenário de calamidade na saúde pública. “Quando os leitos de unidade de terapia intensiva se esgotam, isso quer dizer que provavelmente o hospital não terá condições de receber mais pacientes em estado crítico não só da Covid-19, mas também de outras doenças”, afirma Portela. 

Em São Paulo, no Sudeste, o nível de ocupação gira em torno dos 70%. “Nos estados da região, também preciso atenção, já que deve haver uma tendência de aumento de internações . Não há medidas muito restritivas de distanciamento social e muitas pessoas não usam máscara nem seguem outras recomendações para evitar o contágio”, avalia Portela. 

No Sul, Santa Catarina aparece com a situação mais crítica, com aproximadamente 93,4% de lotação nos leitos de UTI. Florianópolis aparece só atrás de Porto Velho, em Rondônia, com a pior taxa, cerca de 96,2%. Na teoria, estado não poderia mais atender pacientes infectados pela covid-19 em estado grave nos hospitais. 

Fonte: IG SAÚDE

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