Três mitos sobre a radioterapia

Técnica é usada tratamento contra o câncer, junto com a quimioterapia

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Foto: Divulgação

Radioterapia faz cair o cabelo? A sessão gera queimaduras na pele? A pessoa fica radioativa? Mesmo já tão comum no tratamento contra o câncer, a radioterapia ainda levanta muitas dúvidas e em muitos casos as respostas apresentadas por parentes e amigos daqueles que estão passando pelo tratamento geram ainda mais insegurança.

Para esclarecer alguns fatos sobre o processo, o médico radio-oncologista Persio Pinheiro de Freitas, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), enumera as três principais questões levantadas nos consultórios e apresenta os argumentos de por que elas são, na verdade, mitos.

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Antes, ele alerta ser fundamental que as pessoas procurem seus médicos para esclarecer qualquer dúvida e tenham consciência de que cada caso deve ser analisado isoladamente.

“Pergunte tudo o que quiser para o médico. É muito importante não assimilar tudo o que as pessoas falam. Pode não ser real ou não ser aplicado ao seu caso. É alto o número de pessoas que começam as sessões de radioterapia cercada de medos em razão de mitos”, afirma o médico.

Mito 1 – “Eu vou sair da sessão com meu corpo cheio de radiação.”

“É mito! A radioterapia não deixa nenhum tipo de radiação no paciente e, para ser até mais preciso, ela só fica no corpo durante o tempo em que a pessoa que está sendo submetida ao tratamento no aparelho, entre sete e 15 minutos. Quem tiver contato com o paciente – parentes, amigos, colegas de trabalho – de forma alguma estará exposto à radiação.”

Mito 2 – “Radioterapia vai fazer meu cabelo cair.”

“Não é assim. Radioterapia não é quimioterapia, que causa da perda total do cabelo. A radioterapia só tem efeito colateral na área do corpo afetada pela doença, e em muitos casos nem gera reação. Dessa forma, os cabelos podem cair apenas se o paciente estiver tratando um câncer de cabeça ou pescoço.”

Mito 3 – “Vou ficar cheio de queimaduras na pele.”

“As novas tecnologias utilizadas praticamente anularam possíveis queimaduras nos pacientes. Casos de ressecamento, coceira, bolhas e descamação na área da radiação podem até ser registrados, mas são cada vez menos frequentes. Se surgirem, são tratáveis e somem em poucas semanas.”

 

Sobre a radioterapia

Por meio da radioterapia, feixes de radiação são lançados na área do corpo da pessoa que necessita de tratamento, modificando a estrutura química da célula doente e, consequentemente, eliminando-a.

Para cada tipo de tumor, a medicina já identificou a carga adequada de radiação que deve ser usada. Ao aplicá-la em ângulos diferentes, o tecido sadio é protegido, impedindo que o limite de tolerância seja extrapolado.

Cada vez mais moderna e eficaz, a radioterapia tem sido um relevante aliado na batalha contra o câncer, sendo indicada para substituir cirurgias ou outros tratamentos.

“A radioterapia evoluiu muito e pode inclusive não ocasionar no paciente nenhum sintoma narrado pelas pessoas. Por isso, vale sempre buscar a informação correta com o médico”, acrescentou Persio de Freitas.

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