Racha na Terceira Ponte: Famílias vão entrar com processos de indenização

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Parentes levam caixão com o corpo da adolescente Brunielly, no cemitério do bairro Coronel Borges, em Cachoeiro (Foto: Alessandro de Paula / AT)

A emoção e os pedidos por justiça marcaram o enterro do motoboy Kelvin Gonçalves dos Santos, de 23 anos, e de sua namorada Brunielly Oliveira, de 17, na manhã desta quinta-feira (23), em Cachoeiro de Itapemirim, Sul do Estado.

Além de esperar que os acusados de terem causado o acidente, o advogado Ivomar Rodrigues Gomes Junior, de 34 anos, e o estudante de Engenharia Oswaldo Venturini Neto, de 22, respondam pelo crime, eles vão lutar por indenizações.

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“Nesse momento nada vai nos confortar, nem trazer ela de volta, mas queremos que as pessoas que fizeram isso sejam punidas e responsabilizadas. Amanhã (hoje) vamos conversar com um advogado”, afirmou o padrasto de Brunielly, o mecânico industrial Valdeir Soares Junior.

Abalada, a mãe de Kelvin, a cabeleireira Vilma Gonçalves, também disse que pretende entrar na Justiça contra os acusados para pedir indenização pela morte do único filho.

Segundo ela, Kelvin deixou dois filhos, uma menina de 1 ano e um filho de 3 meses, por isso busca a reparação para eles. “Quero indenização para mim também, já que ele me ajudava em casa”, revelou.

Enterro

O enterro de Brunielly foi às 9h50 no cemitério do Bairro Coronel Borges, área urbana da cidade. Já o motoboy Kelvin Gonçalves dos Santos foi sepultado às 11 horas no cemitério do distrito de São Vicente, zona rural de Cachoeiro.

Durante o sepultamento de Brunielly, familiares lamentaram. Uma delas foi a irmã mais nova, Victória Evelyn, de 10 anos, que afirmou que não teve muito tempo para conviver a vítima, mas que irá guardar as boas lembranças. “Foi muito duro e a única coisa que quero é que façam pela minha irmã e o namorado dela é Justiça”, declarou.

A mãe de Brunielly, Jucélia Carolina Alves Oliveira, de 38 anos, também pediu por Justiça.

“Meu coração está arrasado. Minha filha era uma menina nova e não fazia nada de errado. Saiu para lanchar, e vem umas pessoas e tiram a vida de minha filha. Eu quero justiça”.

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