Amanda Quinta é presa na Operação Rubi

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Foto: Divulgação

Visando desarticular uma organização criminosa que teria fraudado licitações, pago propinas e superfaturado contratos em Jaguaré, Piúma, Marataízes e Presidente Kennedy, o MPES, em parceria com a inteligência da PM, deflagrou nesta quarta (8) a “Operação Rubi”. Até a noite desta quarta, estavam sendo cumpridos cinco mandados de prisão, 25 de busca e apreensão, e outros nove para afastamento de agentes públicos do local de trabalho.

Desde o início da noite, circulava a informação de que a prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (PSDB), tinha sido presa na operação – depois que agentes estiveram na casa dela. Por volta das 23h, o MPES confirmou a prisão, feita em flagrante. Amanda é acusada de ter recebido propina de um empresário. Ela foi encaminhada para lavratura do flagrante na regional de Itapemirim, e depois conduzida ao presídio feminino de Cachoeiro. Nesta quinta, a prisão será analisada pela Justiça, em uma audiência de custódia.

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Além disso, informações não oficiais dizem que três secretários municipais – um de Kennedy e dois de Jerônimo Monteiro – também teriam sido presos, assim como dois empresários, mas o MPES não deu mais detalhes da operação. Também estão sendo cumpridos mandados nos municípios de Linhares, Cachoeiro e Jerônimo Monteiro, além da Grande Vitória e até no estado do Rio de Janeiro.

Os mandados são de prisão temporária. Também foram cumpridos cinco mandados de afastamento funcional de agentes públicos, 11 de proibição de acesso às dependências de órgãos públicos e 25 mandados de busca e apreensão pelos agentes do Gaeco, sendo:

  • nove em Presidente Kennedy;
  • cinco em Marataízes;
  • dois em Jaguaré;
  • um em Piúma;
  • um em Cachoeiro de Itapemirim;
  • um em Linhares; um em Jerônimo Monteiro;
  • dois na Grande Vitória;
  • dois no Estado do Rio de Janeiro.

O que apontam as investigações

Segundo o Ministério Público, as investigações colheram fortes indícios do envolvimento de agentes políticos e servidores municipais no recebimento de propina de empresários dos ramos de limpeza pública e transporte coletivo como contraprestação a benefícios financeiros em licitações e contratos e possível enriquecimento indevido dos envolvidos.

A partir de agora, a equipe responsável vai analisar documentos, computadores, dados colhidos durante a operação. Vai também ouvir, nas próximas semanas, depoimentos de investigados e testemunhas.

Ao todo, cinco membros do Ministério Público (um procurador de Justiça e quatro promotores de Justiça) coordenam os trabalhos, auxiliados por 22 agentes do Gaeco e por policiais militares.

Crimes

Os crimes investigados estão previstos no Dec-Lei nº 201/67, na lei nº 12.850/13 (organização criminosa), lei nº 8.666/93 (fraude em licitações), Lei n. 9.613/98 (lavagem de dinheiro), além de corrupção ativa, passiva e falsidade documental.

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